sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sobe, sobe balão...

E é quase do nada que ela dá por isso, que se tornou numa espécie de mera espectadora da sua vida. Como que se de uma novela se tratasse... Assiste calmamente ao desenrolar, lá do alto, no seu balão de ar quente, que vai na volta apanha um poço de ar como se que a tentar puxá-la à realidade. Só assim ela sabe ver o branco e o preto; o bem e o mal; o amor e o ódio representados no quotidiano, tantas vezes referido como medíocre. A esquerda e a direita, que ela própria admite não saber distinguir, assumem caminhos distintos ainda que complexos. O que lhe faz mesmo falta compete com o que ela realmente quer, ou pensa que quer. Lá do alto tudo se torna bem mais claro, quer mas faz-lhe mal, mas quer por teimosia para provar que tem a capacidade de querer mais que os outros. E lá se vai safando com meias-vontades, com meias-verdades, com meias-realidades. Tanto de um lado como de outro.


Confuso?? Só para quem não fizer a viagem de balão...   

 The sky ain't the limit for those who dare to cross it.

1 comentário:

  1. Bom texto!
    Eu em tempos também viajei (e muito) num balão idêntico. Depois lá me encontrei, vagarosamente.

    Beijos!

    Sónia
    lagoaverdusca.blogspot.com

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