segunda-feira, 29 de julho de 2013

"És tão bruta e tão meiga"

"És tão bruta e tão meiga"...

Diz-lhe ele. Não é a primeira, nem há-de ser a última vez que ela o ouve. Já quase se torna uma constante. É o que dá ter um cubo de gelo como coração, e o coração na ponta da língua.
Já o outro dizia que ela era um diamante, com muitas arestas por limar mas que um dia chegará à perfeição. A ver vamos...



quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sentada ali, com o olhar no horizonte.
Ali, onde o pensamento flui e a saudade acorda.
Sentada, com a memória traiçoeira a pregar-lhe partidas.
Naquele sítio que já lhes pertenceu, aos dois, só a eles e mais ninguém.
Ali onde tudo era amor e carinho e promessas e para sempre.
Ali, entre a memória de um abraço e um beijo, uma estrela cadente rasga o céu da noite quente de verão e ela lembra-se que já antes havia aprendido a mesma lição.
O para sempre é enquanto dura porque nada dura para sempre.

sábado, 22 de junho de 2013

Amor é...

Quando a outra diz: "É bom amar e ser amada da mesma maneira."

E quando ele diz: "Gosto muito dela mas tu és o meu grande amor.", e dá-me um beijo profundamente apaixonado.

Ahhhhhhh.... O amor é L.I.N.D.O.! (E, segundo ele, eu também, apesar de não gostar que me chamem de linda!)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Tropeço de ternura por ti


Porque me olhas com uns olhos desafiadores e me sorris quando passo por ti. Porque me foges enquanto me chamas. Porque és um bandido com cara de menino. Porque me aturas as birras de miúda. Porque me desafias, me contrarias e me tiras o chão. Porque tropeço de ternura por ti. Porque foges de mim e eu de ti.... Tropeçamos e tropeçaremos até o tempo certo chegar.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Redescoberta...

Os preconceitos despem-se e trocam a direcção. Inadvertidamente.
"Como é que chegamos a este ponto?". As questões martelam na memória. Rijas. Abruptas. 
Parar. Relativizar. Não gosto. Racionalizar. Racionalizar. Racionalizar? 
Inspirar. Expirar. Ufff. Ajuda.
Esboços de decisões são um ponto de partida. Isso não é mau.
Há aqui um novo agora. Diferente de ontem, dos outros. Gosto deste. Faz ir para diante.
O sentimento, esse, é sempre transversal a tudo o resto. O delírio é saber-mo-lo e, ainda assim, permanecermos na imprudência. 
O importante, por agora, é que sabemos. Tanto.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Em relação ao Natal

Eu até podia desejar Boas Festas a toda a gente. Podia mas estaria a ser hipócrita. Eu até podia desejar um Bom Natal só para a minha família e amigos. Podia mas estaria a ser egoísta. Eu até podia pedir paz no mundo e muita saúde para todos os 7 biliões de pessoas. Podia mas não estou a concorrer a miss mundo. Este ano estou tal e qual o grinch. Não me apetece Natal, nem bacalhau, nem perú, nem rabanadas, nem sonhos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Toca-me




Conjuga um verbo que conheças
no presente do indicativo,
soletra-o na segunda pessoa
do singular ao meu ouvido,
dá-me qualquer coisa
que me pareça eterno.


José Rui Teixeira

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Ilusões

"Terror de te amar num sítio tão frágil como o mundo

Mal de te amar neste lugar de imperfeição
Onde tudo nos quebra e emudece
Onde tudo nos mente e nos separa."

Sophia de Mello Breyner Andresen


Ainda na adolescência, numa aula de português, deparei-me com este poema. Lembro-me de ter pensado que era muito mórbido e sombrio, que o amor não podia ser assim tão mau (sonhos e fantasias de uma miúda iludida que ainda achava que era tudo arco-íris e duendes). Hoje sei que sim.

domingo, 18 de novembro de 2012

Bang!!!

Sem dares por isso caíste do pedestal, partiu. Quebrou-se o encanto, a mística em que te envolvi. Nunca quiseste acreditar que era mais que uma "panca". Foi isso e muito mais mas tu nunca saberás.
Obrigada pela lição. Estar-te-ei eternamente grata.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Conversas (menos) íntimas...

As conversas que me cabem assistir (desta feita, entre duas amigas enquanto lanchavamos), são decididamente deliciosas... e esclarecedoras:

 
 
Uma: E o que achas que é isso?

A outra: Um affair, apenas isso.

A primeira: Estás enganada. És amante.

A outra: Não. É só para matar a carência.

A primeira (o tom de voz mais elevado): E porquê com alguém comprometido? És amante.

A outra: Não entendes e além disso não me sinto como tal.

A primeira: Como podes sentir? A experiência é nova para ti, não tens forma de equiparar.

A outra: É só tesão! Não percebes... é carnal.

A primeira: Isso não faz com que deixes de ser a outra.

A outra: Eu não gosto dele.

A primeira: Então és puta.

A outra: Não sejas extremista. São fases.

A primeira: ESSE ZÉ É UM CABRÃO! Acorda para a vida! Além disso é rafeiro. ÉS A AMANTE DE UM BIMBO!

A outra: Fala baixo e não digas o nome dele. A gaja da mesa ao lado já está a olhar. Imagina que era a namorada dele...

A primeira: Além de tudo proteges o gajo. És amante, és puta e és burra!

E a conversa terminou por ali.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Preciso de uma depressão...

...daquelas pequeninas, isso ou uma desilusão de amor daquelas tipo gripe, que me leve à cama com a caixa de lenços ao lado.
Ultimamente não consigo escrever nada de jeito, pelo menos nada merecedor de ser lido por ninguém, fico-me pelos rascunhos riscados e folhas rasgadas e dou por mim a pensar porque é que só me sai qualquer coisa minimamente digna quando estou em baixo. Porra! Mas uma gaja não pode estar mais ou menos satisfeita (sim, porque para estar mesmo satisfeita muita coisa tinha de mudar) e inspirada para a escrita? Não, isso era muito fácil. Tem de estar mesmo nas lonas para a tal da Sra Inspiração se dignar a aparecer. Assim sendo, cheguei à conclusão que preciso de uma depressão.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A cama fria, aguardando o teu abraço que nunca chega. O coração aberto à espera do sentimento que tarda. O teu cheiro gravado na memória que teima em não desaparecer. Tudo parece não bater certo mas um dia fará sentido. Um dia... Que demora a chegar.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

BOOOOOM!

E de um dia para o outro viramos estranhos. Deixamos de nos olhar. De partilhar as boas e más noticias. Evitamos cruzar-nos pelos corredores. Fingimos não saber de factos da vida um do outro. Fazemos ouvidos moucos quando sabemos de coisas que já não queremos saber. Evitamos mexer em recordações de um passado em comum. Escondemos presentes que foram oferecidos em datas importantes. Apagamos do telemóvel as fotografias, os números e os email trocados. Evitamos locais de que gostávamos. Deixamos de usar expressões que nos eram familiares. Mudamos os caminhos de regresso a casa. Escondemos as memórias no fundo do baú. Mas, de um momento para o outro há o confronto. E não há nada a fazer, nem a dizer. BOOOOOM!

sábado, 14 de julho de 2012

Keep looking for the pot of gold




Assim se espera...porque com estas nuvens cinzentas que estão no céu não parece nada! Alias podia aparecer uma fadinha com uns pózinhos mágicos e concretizar pequenos desejos que iria tornar as nossas vidas muito mais felizes. 

(E lá estou eu a sonhar sem estar a dormir)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

23) Um som de Verão...

É sem dúvida o som do leve rebentar das ondas... a qualquer hora.

22) Um cheiro de Verão...

Só um??? O Verão é um mar de cheiros. É o cheiro a sardinha assada, mar, óleo de côco,

21) Uma coisa que vi neste dia de Verão...

Tendo em conta que hoje já é dia 25 não me lembro do que vi no dia 21. Posso dizer que dvo ter visto muitas coisas, tal como hoje. Acho que a melhor memória deste dia foi mesmo a minha lagartixa, em plena praia de S. Lourenço, a fazer a coreografia do "Txu-txu-á"! É de ir às lágrimas com aquela miúda a actuar Ahahahahahah

20) As minhas leituras de Verão...

Tenho que admitir que ando calona para leituras. Não me apetece, sei lá. Mas de Verão os melhores livros são os romances, de histórias fáceis, com personagens pelas quais nos apaixonamos.

19) Um dia no campo no Verão...

Tendo em conta que vivo no campo, todos os dias são aqui passados, seja Verão ou Inverno. E que bem que se está no campo :)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

18) Os amores de Verão...

Engraçado que se fala tanto destes e dos amores de Inverno nem piu! Porquê? Também não sei, certo é que não há verão que passe que eu não me apaixone :D
Mas posso-vos contar que numas férias em Vila Nova de Mil Fontes há uns 13/14 anos atrás conheci um rapazinho muito giro, era o Rui, loirinho, cabelos compridos, olhos verdes, fazia lembrar este moço que estava muito na berra na altura e vivemos duas semanas do que parecia ser um grande amor (e para mim foi). Era praia, andar de bicicleta, fugir de irmãos e primos para podermos dar uns beijinhos às escondidas, espinhos nos pés e pneus furados. A despedida foi difícil. Nunca mais o vi. E feita parva deixei o papel onde escrevi a morada dele dentro do bolso dos calções, foram lavados na máquina e não é preciso contar o resto pois não? Passei o resto do verão a chorar e a escrever-lhe cartas que não podia enviar. Enfim, foi o meu primeiro grande amor e primeiro grande desgosto amoroso.
Já agora fica aqui o recado, se alguém conhecer o Rui (não me lembro do apelido) que lhe dê o meu número de telemovel.

terça-feira, 19 de junho de 2012

17) As melhores férias de Verão...

São todas!!!! Mas admito que tenho saudades das "férias grandes", aquelas de 3 meses em que as únicas preocupações eram brincar com amigos e primos até me chamarem para jantar, ver as notas no fim de junho, levantar à hora de almoço para ir para a praia, chegar a setembro e ser a mais bronzeada da escola toda. Férias são férias, e venham lá quando vierem são muito benvindas. Agora já marchavam ;)

16) O meu bikini...

Tenho alguns, às flores, às riscas, lisos. Não costumo andar com a parte de cima igual à de baixo excepto quando uso o meu favorito, um de riscas azuis, roxas, rosas e brancas. A parte de cima tem de ser em triângulo, essa moda do cai-cai não me assiste (mandar um mergulho e ficar com as "margaridas" ao léu não é de todo um good-look, para isso fazia topless como no ano passado)

15) A minha toalha de praia...

É uma toalha. É verde, grande, tem peixinhos e conchas. Está a ficar russa de tanto uso e da velhice, talvez para o ano a reforme.

14) A praia do meu Verão...

É sem sombra de dúvida a praia de São Lourenço, é a minha praia ;) Agora não tenho aqui nenhuma foto mas isso arranja-se

13) O que mais gosto de comer no Verão...

Sardinhas assadas, saladas, melancia, cerejas, pêssegos, caracóis, e todas as coisas que só se come no verão.

12) As noites de Verão...

Uiiiiii... As noites!... São quentes, animadas, normalmente fora de casa, nalguma festa ou romaria, de copo na mão e muita dança e risota. Ou então a trabalhar só para aprender o que é bom!

11) As tardes de Verão...

São passadas, na sua maioria, na praia :) Há lá melhor!!!!

10) As manhãs de Verão...

São das melhores. Acordar com o sol. Aquele cheirinho a calor e mar. Se estiver de férias, ou na melhor das hipóteses de folga, então é mesmo perfeito.

domingo, 10 de junho de 2012

9) O meu cabelo de Verão

É basicamente o mesmo que no Inverno. Sim, fica mais claro com o sol e água do mar e até sou capaz de andar mais vezes com ele apanhado (que isto de ter uma juba como cabeleira não é fácil com temperaturas altas!) mas não tenho grande paciência para penteados, e ganchos, fitas e afins é pura calonice da minha parte não usar mais.

8) Festas, arraiais e festivais de Verão

Recomendam-se bastante :) É do melhor. Chinelo no pé, copo na mão, vestidinho no corpo, muita música, dança, alegria, amigos e conhecidos

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Devem andar a brincar...



Algumas pessoas funcionam assim com as outras. É à vez. Quem primeiro alça, primeiro calça. Quero ver quando se esgotarem as senhas, ou a paciência alheia. Vão finalmente redimir-se e assumir que também eles são meros mortais e perceber que na vida há muito mais além de uma noite bem passada?
Esta gente cansa-me a beleza com tanta ignorância e narcisismo!!!!!

7) A minha bebida preferida no Verão



Sangria fresquinha é sempre um óptimo acompanhamento para aqueles jantares tardios.




A bela da 'mine' (tem de ser Sagres!) vai bem a qualquer hora!





E muita águinha... É que o sol desidrata a pele :P

6) O meu calçado de Verão



Fica aqui uma pequena amostra. Basicamente é chinelos, sandálias, ténis frescos e já mencionei chinelos? ;)

terça-feira, 5 de junho de 2012

5) Um segredo de Verão

Não é bem segredo mas é certo que a minha cama vê muito pouco de mim nesta altura do ano. Se no resto do ano durmo pr'aí umas 8/9 horas por dia, de verão isso fica reduzido a umas 4/5 horas. Dorme-se na praia :) Ou como diz um grande amigo meu "Dormir para quê?"

4) O que não gosto no Verão

A quantidade de bichos rastejantes e insectos que há nesta altura, não gosto mesmo, detesto! Principalmente daqueles pretos e amarelos que fazem bzzz-bzzz, PÂNICO!!!!

3) O que não pode faltar no meu Verão

Chinelo no pé, praia, caracóis, minis, amigos, festas da terrinha, dançar, noites fresquinhas, jantares tardios, planos inesperados...

2) O Verão numa cor

Só uma?! O Verão é um arco-íris! Ele é amarelo, rosa, laranja, azul, verde-água...

1) O verão da minha infância

Não consigo precisar o ano mas foi entre 95 e 96. Eu tinha os meus 10/11 aninhos e fui com uns amigos da minha mãe para a barragem de Montargil. Eles (o casal) e os filhos deles. Fizemos campismo selvagem aí a uns 20m da água, os banhos eram tomados com garrafões de água que deixávamos ao sol o dia todo, as refeições era um trabalho feito em equipa e o resto era brincar o dia todo! Lembro-me de um dia termos tido um visitante à hora de jantar, um sapo enormesco!!!! Era branco com pintas castanhas :S Ah e tivémos um dia em alugámos motas de água, foi a p*** da loucura!, especialmente porque até os "putos" tiveram direito a conduzi-las!

Desafio de verão

Eu até nem sou destas coisa, mas neste vou participar. E o melhor é começar já que já vou 5 dias atrasada...


sábado, 2 de junho de 2012

Declaração

Pára. Olha. Escuta. Ouves o bater do meu coração? Desenfreado por te ver, inquieto com o teu cheiro. Anda cá para o acalmares. Junta o teu ao meu e deixa que batam ao mesmo ritmo. Eles conhecem-se bem, vibram com as mesmas emoções, choram das mesmas desilusões. Vem, não hesites, não temas. O amor não é assim tão mau como dizem, o nosso pode vir a ser o melhor. Vamos. Por uns dias, por uma temporada, para sempre.

domingo, 20 de maio de 2012

Ele foi o seu melhor amigo, o seu confidente, o seu amante. Durou pouco mas foi intenso. Hoje passa por ela e mal lhe fala, quase nem reconhece a sua presença. Ela lá continua de sorriso nos lábios e de nariz empinado, finge que não a afecta mas por dentro chora incessantemente e grita-lhe silenciosamente "Eu tou aqui, Porra! Ainda quero saber de ti...". De nada vale, ele já não a ouve, nem vê, muito menos sente. Faz-lhe lembrar aquela música muito na berra agora. Ela começa a achar que realmente nunca o conheceu. Ele apareceu, impôs-se, tentou mudá-la e quando estava a conseguir derreter o gelo do iceberg lembrou-se de desaparecer. Muitas felicidades...

"But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough
No, you didn't have to stoop so low"

terça-feira, 8 de maio de 2012

Sabem aquela vontade incessante de querer virar costas a tudo e começar de fresco noutro lugar? E de bater o pé, fazer birra até que as nossas vontades sejam atendidas? Pois... Agora, mais que nunca, sei o que isso é. Aquela insatisfação de não ter o que quero e ter o que não pedi. Só gostava de voltar a ter 5 anos e ainda acreditar no Pai Natal, escrever-lhe uma carta com os meus milhentos desejos e ficar à espera que eles me caíssem aos pés. Ao invés disso só me tenho a mim para acreditar que melhores dias virão. Bora lá então, arregaçar as mangas e ir à luta nesta selva que é o mundo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Burros brancos?!

Há que admitir que nessas conversas sobre homens, mulheres e a volatilidade das relações costuma surgir um argumento que me fascina: o da inevitabilidade de "seguir o coração", como se fosse nosso destino incontrolável (senão mesmo obrigação moral) correr atrás de todas as paixões da alma. É como se o homem e a mulher dos dias de hoje estivessem condenados a seguir na correnteza sentimental, não tendo bracinhos nem perninhas para remar contra a maré.
Isto é uma extraordinária contradição, porque ao mesmo tempo que vivemos na era de todos os individualismos parece que não somos donos dos nossos destinos nas matérias do coração. Se alguém se enrola com a colega de trabalho, encolhem-se os ombros, porque, afinal, apenas se "seguiram os sentimentos". Esta espécie de incapacidade em matéria sentimental é profundamente infantil, e uma desculpa confortável para aliviar pesos de consciência- não se está a trair, mas sim a ser-se fiel a si próprio. Eu cá não acredito muito nisso, portanto vou continuando à procura do cavalo encantado montado no burro branco. ;)

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Aandaaaa!

Anda, vem daí. Anda, sai desse estado letárgico e entra na rua da alegria. Anda, que tristezas não pagam dívidas e a vida continua. Anda, vem ter com eles e com elas e festeja o dia todo. Anda, que deste lado o arco-íris saúda-te e os sorrisos enchem-te de boas companhias. Anda, não fiques aí especada à espera que o passado te apanhe. Anda, vem daí sorrir e ser feliz. Anda, que eu pego-te no pulso e mostro-te o caminho. Simplesmente, aandaaa...

sábado, 14 de abril de 2012

Desabafo (e até já lhes perdi a conta...)

Saudade, palavra que só na língua de Camões existe, que pode ter significados diferentes dependendo do sujeito, que para mim me lembra de alguém e para ti outrém. Saudade chega a doer, não perguntes onde, dói e pronto!... Dói no peito, dói no braço, dói na perna e dói sobretudo no pensamento. É a lembrança do que foi, do que podia ser, do que dói. E dói quando me lembro das conversas intermináveis até às 3h da manhã (porque entretanto tocava o despertador). E dói quando me lembro de voltares para a cama às 7h gelado e te enroscavas em busca de calor. E dói quando penso que te escondia "as minhas merdas" para não te preocupar com coisas supérfluas. E dói quando me chamas Baixinha. E dói muito quando me lembro do teu jeito desajeitado de me agarrar no pulso: "Aandaaaa!". E simplesmente dói quando te vejo. Ou quando me perguntam por ti. Dói ter de creser 10cm cada vez que te vejo (para compensar o que de mau vai cá dentro), ter de me rir e levantar o tom de voz (para não ouvires o "Abraça-me" que o coração grita), ter de ensaiar o sorriso todos os dias para não lhe perder o jeito. Saudade da tua segurança insegura.  Há palavras que ecoam nesta que cabecinha de nabiça e de todas destacam-se a Saudade. Tenho saudades tuas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

"Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra quê somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não."

Vinicius de Moraes

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Timing

Nunca consegui aprender o que fazer para evitar que as pessoas me magoassem. Não aprendi, por mais que tente, a fechar-me para o mundo. Acho que até não há maneira de aprender isso. E, mesmo que tivesse aprendido, acho que preferiria o risco ao isolamento térmico e químico do coração, por mais que isso custe.
Preferia sentir! Afinal qual é a graça de não sentir nada? (Seja lá qual for o sentimento)
Só aprendi com o tempo (e com a experiência) a saltar fora quando os momentos tristes se sobrepõe aos alegres. Quando a emoção de ver não supera a tristeza de não ter.
O que aprendi na realidade, foi apenas a tomar mais cuidado, ficar mais atenta aos sinais. Não que isto me poupe ao sofrimento. Não mesmo! Mas descobri o meu timing de dizer que não dá mais, que é preciso virar a página e seguir em frente. Por muito que custe!

sexta-feira, 30 de março de 2012

Mais cedo do que tarde

Quando recuperar a fome, quando recuperar o sono, quando recuperar a linha de pensamento certa tenho a certeza que tudo vai fazer sentido e vou conseguir perceber que até valeu a pena. Até lá só me resta sorrir e fingir que está tudo bem porque vai ficar. Porque tem que ficar. Porque não lhe posso dar esta importância e descurar-me de mim. Nunca ninguém tão pequenino consegui empinar tanto o nariz como neste momento. Vai ficar tudo bem.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sai da frente se não queres morrer hoje

O coração acelerou, os tremores apoderaram-se dela, uma pinga de suor frio caiu-lhe da nuca e percorreu-lhe as costas pelo que pareceu uma eternidade enquanto ele despejava cá para fora o que sentia. Desprevenida, desarmada e completamente às escuras ela teve de se conter para não soltar um "Vai para o caralho e nunca mais olhes sequer para mim!". Puxou de um cigarro. Ela limitou-se a ouvir (e a tremer de raiva) e a fingir que compreendia (ao mesmo tempo que tentava acertar os compassos do coração, naquele momento mais pequenino que uma azeitona) e que nada daquilo que ele lhe dizia a afectava (mas afectou e muito!). Merda já lhe está a apetecer outro cigarro. Continuou a ouvir, à espera que a conversa finalmente fizesse senso. A certa altura lá falou. As palavras sairam-lhe sem que a boca estivesse ligada ao cérebro, o coração dirigiu o discurso (sim, mesmo despedaçado conseguiu juntar algumas palavras, de uma forma um tanto ou quanto incoerente, só para tentar perceber o porquê). Mais um cigarro. Ele voltou à carga. Parecia que estava armado e cada palavra que dizia trespassava-a que nem balas silenciosas. Ela sentiu-se a cair por terra ("Não vais chorar sua grandessíssima parva. Ele até julgava que estava a fazer bem"). E de repente o silêncio, aquele silêncio incómodo, que noutra altura teria dado azo a um beijo, tornou-se ensurdecedor. Ela vai rabiscando com o isqueiro no volante do carro palavras soltas, coisas que lhe queria dizer mas não tem o direito de fazer, "Não me faças isto", "Cala-te e abraça-me", "Não te quero deixar", "Não vás ter com ela". De nada lhe vale, ele nunca vai compreender. O telemóvel tocou, ele tinha que se ir embora, não sem antes deixar bem claro que também ele estava muito magoado ("Então porque é que estás a fazer isto seu grandessíssimo parvo, anormal, estúpido... Ele é tão lindo.") O que ela não queria aconteceu, ele abraçou-a, ou tentou porque por esta altura ela já voltou a 'modo iceberg, não me toques que te constipas'. Ele saiu. Ela só pensava "Não desates ainda a chorar, ainda não que ele ainda te consegue ver." Ele foi á janela e pediu-lhe que lhe mandasse uma mensagem quando chegasse a casa ("Foda-se! Cabrão do caralho ainda tem o displante de me pedir uma merda destas? Pensa que é meu pai ou quê?) Ela nem respondeu, levantou o nariz, meteu a primeira, acelerou, segunda, estica, terceira, já não o vê, as lágrimas finalmente soltaram-se "Merda!... Um coelho a atravessar a estrada. Sai da frente se não queres morrer hoje ó paspalho!) Curva, contra-curva. Parecia que estava a chover, não na rua mas dentro do carro, as lágrimas caiam-lhe no regaço e davam a impressão que um dilúvio por ali se tinha instalado. Finalmente ela chegou ao único sítio que fazia sentido estar naquele momento, aquele miradouro que um dia foi deles, onde os sentimentos tomaram forma e agora se desformavam. Ela chorou, soluçou, gritou até, irritou-se com tudo e só lhe apetecia bater-lhe, a ele, e tentar magoá-lo como ele lhe tinha acabado de fazer. Não valia a pena. Lá se rendeu e mandou a tal mensagem, disse-lhe onde estava e deu a entender que tinha ido fazer o funeral daquela relação nem que fosse para o fazer lembrar que um dia tinham sido felizes ali, exactamente no mesmo sítio em que ela agora estava, na mesma pedra onde agora em vez de risos e estórias de apaixonados tolos eram depositadas lágrimas e lamúrias de uma gaja arrependida de não o ter tratado melhor. Uma das suas músicas preferidas começou a tocar "Vai e volta, e no regresso vê se no teu mundo consto eu..."
Chega! Ela não quer pensar mais em sentimentos ou no que significaram um para o outro...
Chega! Ela está demasiado ocupada à procura dos bocados de gelo que se soltaram do iceberg...
Chega! Amanhã o sol nasce e vai ser mais fácil encontrá-los...
Chega...

sexta-feira, 23 de março de 2012

Não podes obrigar ninguém a amar-te

"No quinto ano encontrei um professor de EVT que me despedaçou o coração mais pequeno. Ainda pesava meio quilo e já percebia que o amor era uma cena tramada, que não podes obrigar ninguém a gostar de nós. Não podemos, pois não podemos. Mas quando ouvimos, ou não ouvimos, “não gosto de ti” a vontade é simplesmente obrigar a outra pessoa a gostar de nós. Mas porquê? Que fizemos nós de mal? Não se pensa, “ok, obrigada pela sinceridade, deixa-me lá ir procurar alguém jeitoso para meter na cama e amar até à velhice”. Não pensamos, porque a rejeição é dolorosa. A rejeição chega ao ego, dá-lhe um murro assente nos queixos e deixa-o a jorrar sangue. O meu professor de EVT tinha o cabelo comprido, preso num rabo de cavalo. Oh Pitéu, lembraste dele? Cheirava bem, era tão simpático, tão bom professor. Tão bom professor, repito. Bom professor. Ok, chega. No quinto ano já disputava atenções, “porra, tiraram-me o pai, não me vão tirar este”. Todos se apaixonam por professores, né? É a segunda figura paterna que a malta tem. É aquela coisa das raparigas gostam mais do pai, e os rapazes da mãe. Aposto que os rapazes sonham com as professoras. Aquele professor de EVT, o Valter, “posso tratá-lo por tu?”, acabou por ser a pista do resto de tudo. Sem saber, acabou por me ensinar muito mais do que estava no plano de educação. Ensinou-me que o amor pode começar do nada, não ser nada ou nunca vir a ser nada. Mas quando acontece a história tem de ser vivida, é essa a oportunidade que a vida te dá de seres feliz."

Roubado daqui

quinta-feira, 22 de março de 2012

Não

Um dia vais perceber porque não. Vais ver que onde construiste castelos, estava mas se não ruínas já bastante degradadas com pedras a rolar pela colina a bater em solo oco e sem intuição. Um dia vais perceber que agora não era a hora. Vais ver que afinal não fui tão acre, somente o necessário para não ser desumana. Um dia vais ser feliz porque eu sei que sim

quarta-feira, 7 de março de 2012

some kind of goodbye

desculpa. esta é a única palavra que posso dirigir-te. desculpa a forma como ficaste preso qual mosca numa teia. esta foi tecida com mestria mas não fui eu a artesã. já me encontrava lá feita mosca antes de tu chegares. e assim lá continuarei porque o artesão vai continuar a tecê-la à minha volta. mas tu saíste, de forma arrastada e dorida. ainda tens fios presos em ti. espero que consigas limpar-te de todos os vestígios.

 esta casa ainda tem muitas teias e por isso as limpezas vão demorar mais tempo.

Adultério, traição, polígamia...

Durante o jantar, dois amigos (um homem e uma mulher) na mesa ao lado conversam:



- Estás a encorná-lo.

- Claro que não. Não tenho nenhum compromisso com ele.

- Mas estás a ser infiel, isso não é correcto.

- Qual é a parte que não percebeste do "não tenho nenhum compromisso?"

- Achas isso certo? Isso é traição.

- Nós não somos namorados.

Sem argumentos e muuuito irritado:

- Sabes que mais? Isso é BADALHOQUICE!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Hoje a

Hoje apetece-me percorrer aquela rua que tão bem conheço, apetece-me abrir cada janela como se fosse a primeira vez. E se de cada vez que tivesse uma surpresa, sem suspense sem saber o que lá está; como da primeira vez.... Ah!!!  Apetece-me palmilhar aquela rua, e abrir cada janela e dizer "Olá", a ti e a si e a quem vem lá atrás e a todos os que passam, e recebe-los com um sorriso nos lábios, característico de quem anda rua-acima-rua-abaixo à procura da janela certa... D'aquela janela que nos dá o céu e nos tira o chão (que é como quem diz, que dá nada e tira tudo), n'aquela rua que já palmilhei vezes e vezes sem conta, que não leva a lado algum, mas que deixa sempre saudade porque nunca consegui chegar ao fim... Porque é uma rua que tem o tamanho do meu coração...

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Pergunta retórica

E é sempre a mesma coisa. Dúvidas. Entre o ter e não-ter. Entre o querer e não-querer. Entre o não ter o que se quer ou querer o que não se tem. Que merda pá! Não nos podemos contentar com o que conquistamos? Contentar não, é vulgar e torna tudo muito banal, deleitar será mais indicado. Não nos podemos deleitar com o que conquistamos? Se o conseguimos conquistar, em primeiro lugar, é porque o merecemos, porque de uma forma ou doutra batalhamos para o ter, independente de tempo perdido ou sofrimento tido. Então porque é que quando temos preferiamos não ter  e voltar atrás mesmo sabendo que o iríamos querer de novo? Dizem-me que é capricho, coisas de menina mimada habituada a conseguir tudo o que quer. Talvez... Mas a dúvida, ah a dúvida!, essas mantém-se até já não termos o que queriamos.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Bom dia

Independentemente do que foi feito e do que ficou por fazer no ano que passou um novo ano começou, quer queiramos quer não. O que ficou por dizer ou fazer ainda vai a tempo, independentemente do ano ter mudado, o sol ainda brilha. É só mais um dia, é só mais uma lua. Todos temos tempo de refazer o mau e o menos-mau e até mesmo o bom. Independentemente de às doze badaladas termos feito votos de que neste ano havíamos de ser diferentes a essência mantém-se e havemos de ser nós mesmos para sempre, quer seja em 2012 ou 2056.
Por isso vos desejo um bom novo dia, independentemente que o calendário seja outro, sempre com um sorriso nos lábios para combater as intempéries que o universo, dia-sim, dia-sim, teima em vos atirar à cara. E eu não sou excepção. Bom 2012... Bom dia ;)

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Até onde o sonho nos levar :)

E eis que naquela que parecia a pior altura ele lhe apareceu de rompante, roubou-lhe o chão e fez-lhe faltar o ar. Fê-la sonhar, prometeu-lhe o mundo e ofereceu-lhe o universo em troco de nada. Ensinou-a a sorrir e fez com que o sorriso se mantivesse. Continua a chamá-la de princesa ainda que ela nada faça para o merecer. Juntos sonham, conversam, constróiem-se. Juntos daqui ao infinito...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sorriso

Acho que tenho medo. Do depois. Do querer tudo. Não penso nisso sempre. E quando penso, tento rapidamente encontrar um assunto mais leve. Porque sei que não devo. Mas é mais forte. E tenho medo. Digo-lhe isso, em perguntas, daquelas que desviam a atenção do essencial. Daquilo que não quero pensar. E o sorriso é tantas vezes mais esclarecedor que qualquer palavra. É repetitivo. Mas eu sei-o. Sei-o de cor. Mas não paro. Tenho medo. E sabes tu do que falo?
Do querer explodir. De mostrar que estou feliz. Que sabe bem o sorriso. Quando mais ninguém entende. E ás vezes o medo paralisa-me. Dou um passo atrás. Mas não deixo de sentir. Sinto mais. Tudo mais forte. Mais intenso. Não sei lidar com isso. Com essa coisa estranha que me assalta. Sim, eu sei, tem um nome. Mas só o sentir tudo já é forte demais. E as palavras não esclarecem. Baralham. São irritantes, às vezes.
Podem encurtar distâncias. E isso irrita. Não podem dar-me o sorriso. É isso, isso deixa-me com medo. Da fuga. De perder. Sinto falta de tudo. Mesmo quando estou perto.

Tenho medo. Isso alimenta-me e consome-me.
Se não fosse o maldito sorriso.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tradição pouco tradicional

Esta mania dos portugueses adoptarem tudo como "tradição" anda a dar-me conta do juízo (e quando digo portugueses não quero denegrir a imagem do meu povo, apenas não sei o que acontece noutros países).
Ora vejamos, ainda no outro dia li algures que a tão usada "tipo", e que eu própria uso nalgumas ocasiões, é um americanismo e digo-vos, sim, é. Um exemplo clássico encontra-se nas formas descritivas:«A stôra de Inglês é, tipo, chata», em que 'tipo' substitui o bordão 'like' («She was, like, you know...»); as interjeições a mesma coisa: «E vocês viram o cabelo do Luís? Oh meu Deus, é sei lá, tipo – horrível?», em que a interrogação significa na verdade uma afirmação. Qualquer infeliz que tenha assistido a um episódio em português do Drake and Josh sabe do que estou a falar. Isto leva-me a crer que lá para 2020 quando a minha filha estudar Luís Vaz de Camões me diga: «Amor é um fogo que arde, tipo, sem se ver». E não é de bom grado que vejo isto...
Agora o que despoletou a minha atenção para este tema hoje foi o fato de ter sido convidada, via Facebook, para mais uma festa de Halloween, e qual não é o meu espanto quando leio: a noite de Halloween, essa grande tradição nacional!!!!!!!!!! Desculpem-me?!?!?!? É verdade que qualquer razão é boa para festejar, eu também gosto mas daí a dizer que esta é uma tradição portuguesa... Pl'amor da santa! Alguém sabe o significado de tradição? Podem ver aqui. Acham que o Halloween é uma tradição portuguesa? Eu, que nem aos 30 cheguei ainda, não me lembro nunca de festejar este dia em miúda mas lembro-me de ir ao "Pão por Deus" (dito a cantar) ou ao cemitério no dia 1 de Novembro rezar em memória dos entes queridos.
Dito isto façam-me um favor festejem à vontade mas apostem nas tradições portuguesas e aprendam a ser mais patrióticos, porque muito sinceramente não me apetece trocar o 10 de Junho pelo 4 de Julho.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Heart gap

Estas matérias do coração confundem-na, mais que isso, ofuscam-na. Ora tão depressa está no topo como está no fundo. Não há meio-termo. Não há uma linha de seguimento pela qual se possa guiar e dizer que encontrou estabilidade. Não, a culpa não é tua, nem dos outros, é dela mesmo que não te sabe transmitir serenidade, porque não a tem dentro de si. E vejamos bem que isso é o que ela mais quer ter mas, antes disso, tem que saber dá-la. Queres aceitar? (Diz que sim!, deseja ela no mais íntimo dos seus pensamentos) Diz que sim! Deixa-me entrar e compreender-te. (E compreenderes-me) Deixa-me ficar como uma visita indesejada que se instala sem quereres. (E fica o tempo que quiseres) Deixa-me mostrar-te que o melhor está por vir... Deixas?! Mais que isto ela não lhe pode pedir, é uma questão de ele deixar, ou querer, que ela invada o seu espaço...


(To be continued...)

sábado, 15 de outubro de 2011

Malditos se's

Aquilo que mais me apoquenta são os se's, aquilo que fica por saber, por sentir, por dizer. E se não se tivesse dito ou feito. E se não se tivesse passado assim. Se...se se soubesse viver sem estes se's tudo seria mais descomplicado. Não gosto desses se's. Não quero esses se's.

domingo, 9 de outubro de 2011

Confusão

Que confusão
Que névoa que me assombra
Que sol que me aquece
Que vontade de desaparecer contigo
Que necessidade de fugir de ti
Que confusão
É ódio, é amor, é raiva, é ciúme, é paixão, é pavor, é alegria, é arrependimento, é vontade, é exaustão, é loucura, é inquietação, é vibração, é dilema, é ousadia, é ansiedade, é ternura, é querer... É tudo isto mais alguma emoção que lhe queiras juntar. É um borrão de sentimentos que não se distinguem, que andam de mãos dadas aqui dentro e que só causam confusão

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Inerte...

Há dias em que o mundo se revolta e lhe diz que ela devia mudar, ser mais terra-a-terra, mais sensível, mais cuidadosa, mais carinhosa, mas ela não quer, ou talvez queira mas não saiba...
Há dias complicados em que a terra dá uma volta diferente (ou parece que sim) e tudo parece disforme e ela pensa que é a lua, mas não é (e ela sabe que não)...
Há 365 dias num ano e de 4 em 4 anos há 366 dias e um dia a mais não muda nada, porque um dia a mais são só mais 24horas... E essas 24horas podem, no entanto, fazer-lhe muita diferença um dia destes... Sem revolta, sem mudança, sem chão, sem sensibilidade, sem cuidado, sem carinho, sem nada... Inerte...

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Um dia

Quando me disseste "um dia", fiquei à espera, abraçada a um conforto que não conhecia, que queria conhecer, mas sim, sabendo, tendo consciência, a saber, que nada pode deixar de ser enquanto é. Agarrei-me a esses pedaços de pequenas coisas que poderiam vir a ser o mundo, que gostava que fossem, mesmo sem ter a certeza. A saber, nada pode deixar de ser enquanto é. E não foi mais do que isso que quis ser, entre precalços, pedaços, fantasias, as palpitações constantes que acalmas com suavidade pode deixar de ser enquanto o é. Por isso o é.
"Um dia" podem ser instantes, achou ela que seria isso que ele queria dizer, por entre palavras de conforto, suavidade sentida, de ser enquanto é. Ela dormia entre aspas, sim entre aspas, o resto pairava, suavemente com delicadeza, ser enquanto o é. Ele fica à espera da definição, do momento em que ela se decida, espera...
As palavras saíram trocadas, enquanto o é. Hoje, ela, os dois, ficam a pairar. É. Não é. Enquanto não se decidem, as indecisões ficam nos enquantos.
E ponto.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Última chamada para o vôo 193 com destino a parte incerta

É uma revolta, são milhares de pensamentos passando por uma cabeça apenas. Arrependimento por ter feito, e por ter deixado de fazer. Arrependimento de ainda recordar com exactidão aqueles sentimentos, e de não ser forte o suficiente para bloqueá-los no seu coração para a eternidade. Desbloquear e passar por cima? Já teve experiências, isso não é com ela. Ele gosta de jogar, ela tem o jogo em que ele é o único peão, mas enfadou-se e as suas peças não se movem sem ele as controlar.
 Ainda gostava de voltar a viciar-te. Viciar-me em ti. Aquele vício que um dia controlámos tão bem, lembraste? Naquele nosso jogo...
Sabes? Acho que desisti. Desisti de tentar ver em ti alguém que não és, e também desisti de acompanhar cada volta do ponteiro do meu relógio à espera de te ver. Estou exausta, por mais que eu tenha prometido que jamais desistiria. Todos erram, tu erraste, eu errei, eu cansei-me. Todos se cansam. Por dentro estou sozinha. Porém agora vejo tudo que perdi, tudo que tive à minha volta e deixei passar ao lado, todos os caminhos que percorri pela metade, por só te querer a ti, e por medo voltei atrás. Agora vejo quantas oportunidades deixei passar, quantos sorrisos não foram demonstrados à toa e quantas lágrimas caíram involutariamente. Agora que sei que não vales a pena, sou uma pessoa melhor. Vou abrir os braços e abraçar todas as intempéries e arco-íris que se atravessem na minha jornada.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Sabes?

Não sei nada de ti mas consigo pintar um belo retrato dos teus defeitos. Sei que consigo fazer da tua maldade o melhor para o meu ego. Transformar a tua mentira no meu jogo preferido. Entre o chorar e o gritar, consigo deixar os limites ficarem para trás e amar-te. Consigo ver o teu desamor por mim a léguas e mesmo assim ficar maluca por nós juntos. Sem futuro, quero lá saber. Nasci para estar no presente e ver-me a chorar mais tarde, quando for a minha vez.

sábado, 6 de agosto de 2011

sem saída...

...em estado de ansiedade.
assim sem maiúsculas, nem qualquer referência ao início, porque ela não queria começar, queria apenas estar. este apenas 'estar' soava-lhe a suficiente, sem necessidade de uma espera desesperada.
apetecia-lhe tocar-lhe, sentir-lhe os ossos. não, não tem de ser o início de coisa nenhuma, já te disse. ela não gosta de estórias que começam e acabam. é um flow. e dizer isto assim, de forma nua e sincera, desprendida, deveria ser ser o suficiente. é apenas estar. tens medo exactamente do quê? perguntava-lhe ela. ela queria apenas estar. é preciso repetir? ESTAR!
abrir a porta, decorar livros, molduras, pinturas, músicas, pedaços daquele mundo fechado a sete chaves a que ele gostava de chamar refúgio. deixas-me entar?, perguntou-lhe. ele disse a medo, devagarinho, como quem receia uma intromissão, podes vir, mas devagar. ela repetiu, e repetiu, que só queria estar. o ficar era irrelevante. ele, novamente a medo, resolveu dizer-lhe, se entrares não vais conseguir sair. são estas as condições, aceitas? ela murmurou, aceito. é suficiente - reafirmou. e pensou, sem verbalizar, que talvez fosse demasiado confuso. mas bastava-lhe o estar.
e isso, ele deu-lhe de mão beijada.

Expectativa:

por dicionário Priberam:
  • Expectação, espera;
  • Esperança baseada em supostos direitos, probabilidades ou promessas.

por Andreia Campaniço:
  • Aquilo que esperamos que aconteça (ou não), que faz aumentar (ou diminuir) a fome, que tira o sono, que provoca sorrisos (ou lágrimas), que desperta desejos (ou aflições). Enfim, que nos tira da rota até que aconteça (ou não...)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Desabafo...(mais um...)

"Maybe I know somewhere deep in my soul
That love never lasts
And we've got to find other ways
To make it alone or keep a straight face
And I've always lived like this
Keeping a comfortable distance
And up until now I had sworn to myself
That I'm content with loneliness,
Because none of it was ever worth the risk"

Paramore , "The only exception"


Dia estranho... com aparência de total vazio.
Não que vazio seja mau, pelo menos não hoje; hoje está simplesmente vazio.
Acho que me cansei um pouco de pensar em tudo, só por hoje vou dar-me ao direito de permanecer calada e deixar a mente descansar do turbilhão de pensamentos actuais, de pressões feitas por mim mesma.
Sei que nada é fácil na mesma proporção que sei que nada é impossível.
As coisas acontecem, mesmo que eu não o perceba com tanta frequência.
A casca cai, começo a aperceber-me e o resultado disso é supreendentemente bom.
Espero conquistar a sabedoria necessária pra perceber a diferença com tranquilidade...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Dias sem cor...

É assim... Há dias melhores, há dias piores...
É assim... Há dias de calor, há dias de frio...
É assim... Há dias de folia, há dias de reflexão...
É assim... Há dias de paciência, há dias de cansaço...
É assim... Há dias em que sou eu, há dias em que mudo...
É assim...
E hoje é um dia assim-assim, que não tem ponta por onde se pegue e teima em não chegar ao fim...
Amanhã é outro dia e a ver vamos se será ASSIM...