Quando me disseste "um dia", fiquei à espera, abraçada a um conforto que não conhecia, que queria conhecer, mas sim, sabendo, tendo consciência, a saber, que nada pode deixar de ser enquanto é. Agarrei-me a esses pedaços de pequenas coisas que poderiam vir a ser o mundo, que gostava que fossem, mesmo sem ter a certeza. A saber, nada pode deixar de ser enquanto é. E não foi mais do que isso que quis ser, entre precalços, pedaços, fantasias, as palpitações constantes que acalmas com suavidade pode deixar de ser enquanto o é. Por isso o é.
"Um dia" podem ser instantes, achou ela que seria isso que ele queria dizer, por entre palavras de conforto, suavidade sentida, de ser enquanto é. Ela dormia entre aspas, sim entre aspas, o resto pairava, suavemente com delicadeza, ser enquanto o é. Ele fica à espera da definição, do momento em que ela se decida, espera...
As palavras saíram trocadas, enquanto o é. Hoje, ela, os dois, ficam a pairar. É. Não é. Enquanto não se decidem, as indecisões ficam nos enquantos.
E ponto.
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